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Data: 01.02.2012

Sigilo absoluto

Nave Comunicação

Às vésperas do lançamento de um produto no mercado, uma empresa viu o concorrente apresentar uma novidade muito parecida com a dela. Após investigação, apurou-se que o vazamento de informações confidenciais ocorreu em uma conversa informal de um funcionário na loja de conveniência localizada em frente à sede, não em ação de hackers ou invasão do sistema.

 O exemplo acima é real e mostra um equívoco comum quando o assunto é segurança corporativa. Com a constante presença de companhias em redes sociais e mídias alternativas, cresceram as preocupações com o sigilo de dados virtuais. Por outro lado, há certo desleixo relacionado à informação física. “Poucas empresas tratam ou fazem isso: proteger a informação física”, afirma Leandro Longhi, diretor da Squadra – Inteligência em Segurança.

Grandes empresas cercam-se dos mais avançados softwares e aplicativos para evitar ataques virtuais. É possível saber até quando um funcionário conecta um dispositivo móvel em um computador – isso em locais onde tal liberdade é concedida aos funcionários.

O problema está justamente na inexistência da cultura da segurança junto ao quadro funcional – cuidados com a proposta de negócio utilizada na reunião, com a planilha de investimentos descartada, com o bate-papo no bar ou em lugares públicos. “É necessário disseminar a política de sigilo de informação, criar uma cultura corporativa por meio de workshops e outras atividades”, explica Longhi.

Uma empresa atendida pela Squadra, por exemplo, passou a separar documentos e descartá-los por categorias. Os colocados em caixas vermelhas (conteúdo altamente confidencial) eram triturados e levados, na companhia de um auditor, a um aterro sanitário. Os das caixas amarelas (importantes) não eram triturados, mas também eram descartados sob supervisão. Apenas os das caixas verdes (sem valor significativo) eram jogados nos lixos comuns.

Claro, além de implantar a cultura junto ao quadro funcional, há necessidade de testá-la por meio de auditoria realizada pela empresa responsável pelo planejamento estratégico de segurança. Ela observará o manejo de documentos confidenciais, se eles estão expostos em áreas de acesso livre e até observará funcionários – dentro e fora das dependências da firma. “Essa é a única forma de garantir o projeto e disseminar entre as pessoas essa cultura da segurança corporativa”, resume Longhi.
 

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