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Data: 11.09.2012

Desarmar não é proibir

Gustavo Caleffi, DSE

Não tenho dúvida que a campanha do desarmamento está obtendo resultados muito positivos para a sociedade, e sem dúvida, desta forma, reduzindo o potencial de armas em posse de pessoas de bem irem parar nas mãos de pessoal do mal. Além disso, entendo que indivíduos que um dia compraram uma arma, ou por ventura herdaram, mas nunca buscaram conhecimento técnico, não costumam treinar constantemente e, muitas vezes, têm medo do objeto, ou mesmo, aquelas que há algum ou muito tempo fizeram um simples curso básico de tiro, efetivamente devem se engajar à campanha e efetivamente doar suas armas.

Na grande maioria desses casos, as armas estão oxidadas, as munições invalidadas e, além de não atenderem a necessidade de proteção numa real necessidade, ainda são foco de desejo por parte de delinquentes, sendo o que muitas vezes motiva a invasão de uma residência ou propriedade. Efetivamente, nestes casos, os resultados da utilização de arma de fogo em momentos de real necessidade são desastrosos para o cidadão, pois este encontra-se em enorme desvantagem com relação a um delinquente.

O que é efetivamente errôneo afirmar é que o índice de homicídios reduzirá através do desarmamento da população. Se essa teoria fosse correta, os índices de homicídio deveriam estar despencando em nosso país, o que não é realidade, e além disso, o homicídio por natureza, por ser um crime causado por desavença, acerto de contas, motivos passionais e/ou por ação de sociopatas, será ocasionado na falta de uma arma de fogo, por arma branca, por asfixia, por atropelamento, ou qualquer outro formato que possa ser aplicado para matar uma pessoa.

Sendo assim, devemos lutar para manter sempre os direitos de uma parcela de nossa sociedade, que devido aos crescentes índices de criminalidade e à falência de nossos órgãos de segurança pública, possa achar por bem que deva, sim, utilizar-se de uma arma para proteger a si e a sua família. Nesse caso, o comprador deve se enquadrar nas exigências da Lei 10.826, de 22 de dezembro de 2003, para adquirir e/ou portar uma arma de fogo. Obviamente nestes casos, os cidadãos deverão fazer o uso consciente desta ferramenta de proteção pessoal, buscando conhecimento e aperfeiçoamento constante em escolas e clubes legalizados. No momento que perdermos esse direito, certamente perderemos nossa liberdade. É importante termos ciência que a campanha do desarmamento não é a proibição da utilização de arma de fogo por pessoas de bem que cumpram as exigências legais.

 

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