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Data: 21.07.2011

De mãos atadas

Gustavo Caleffi, DSE

Tenho certeza que ao final deste artigo, você estará indignado comigo por minha leitura da realidade, assim como um apresentador de televisão já o fez num debate que participava, inclusive me taxando de “CONSULTOR DE INSEGURANÇA”, mas tenha certeza, a culpa não é minha.

Tecnicamente tratando o assunto segurança, somos obrigados a conhecer a fundo o ambiente que estamos, ou vamos estar, e conhecer muito bem os riscos que corremos nesses ambientes, para podermos planejar de forma eficiente nossa segurança.

Sendo assim, vou dividir com vocês o ambiente que diagnostico e os riscos considerados para tentar proteger o cidadão comum de uma capital no Brasil.

Efetivamente o ambiente urbano que vivemos é de caos social, onde a impunidade impera e automaticamente é responsável pelo constante crescimento da criminalidade urbana. Vivemos num círculo vicioso, impossível de saber quem nasceu primeiro: ”o ovo ou a galinha”.

Nossa sociedade atingiu esse caos devido a leis falhas e brandas que temos em nosso país (cada dia mais brandas); a falência dos órgãos de segurança pública; o caos do sistema penitenciário; a perda dos princípios de moral e ética de nossa sociedade; a decadência da instituição “família”, cada vês mais permissiva; o livre comércio de produtos ilegais; a inversão de valores e a banalização da vida humana. Qual desses deve ser atacado primeiro? Pasmem, todos!

Na verdade, a conseqüência que temos quando enxergamos essa realidade é desespero, ou seja, nos sentimos de mão atadas.

Os riscos que corremos são conhecidos há muito tempo, assalto a mão armada, roubo de veículos gerando latrocínio, furto nos nossos mais diversos ambientes de convivência (residência, empresa, clube, shopping center), seqüestro, seqüestro relâmpago, entre diversos outros.

Esse diagnóstico serve para sabermos que se não iniciarmos todos em conjunto a reverter essa situação, assumindo nossa parcela de responsabilidade social, buscando atuar eticamente e cobrando dos nossos vizinhos o mesmo, ensinando aos nossos filhos dando exemplo do que é certo e o que é errado, denunciando as ações que presenciamos de atitudes erradas, cobrando de nossas polícias ações efetivas de segurança e nos indignando com nossos governantes quando um cidadão qualquer for morto por latrocínio, nos manteremos de mãos atadas, e o pior, rapidamente estaremos também amordaçados.

Vamos gritar enquanto ainda há tempo. SOCORRO!!!

 

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